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Descartamos aquilo que já conhecemos

Descartamos aquilo que já conhecemos

Auxiliando-se pelo manjado ditado “a grama do vizinho sempre é mais verde”, podemos analisar uma superficial efígie da vida: apenas gostamos daquilo que conhecemos superficialmente e somente almejamos algo até conseguir, para então, dar-se por repudiado e desejar algo que será descartado após subirmos ao pódio da vitória. Por mais incrível e absurdo que pareça, é uma breve síntese da existência.

Já me deleitei a observar famílias que possuem tradições, histórias, pais que muitas vezes se sacrificaram e construíram impérios, mas infelizmente, ao terminarem de esfriar em suas alcovas, os bens póstumos foram desfrutados sem zelo nem dó pelos filhos. Por vezes vendidos, tomados em ruínas, despejados aos dissabores das traças.

Ouvi inúmeros relatos, tecendo comentários de filhos pertencentes a donos de mercados: “ a última coisa que quero na vida é ser dono de um estabelecimento desses”, ou de pais motoristas: “não desejo que meus filhos sigam esta profissão”, de agricultores então... torcem e fazem de tudo para que seus primogênitos estudem e saiam do campo, em busca de uma vida melhor, menos desgastante. Numa entrevista, o Jóquei mais vitorioso do Brasil disse que nem em última das circunstâncias espera que seus descendentes exerçam a mesma labuta, pois alega que há muitas desonestidades por de trás dos holofotes.

E por hora, tudo o que levou uma vida toda para ser construído e afamado com demasiado suor cai por terra, pois os pais às vezes, não desejam que os filhos sigam a mesma linha de trabalho, deixando padecer empresas, propriedades, estabelecimentos, culturas nas mãos de compradores desalmados que quase sempre não cuidam da maneira como deveriam de uma herança histórica familiar. Ninguém pode zelar melhor de algo tanto quanto quem sentiu o peso da edificação.

Filhos desinteressados e pais que geralmente não incentivam um segmento, porque afinal, apenas quem exerce dia após dia uma mesma atividade conhece-a amplamente e compreende seus pontos fracos e fortes. Os sôfregos momentos e as desvantagens. Não sentimos vontade de seguir algo que já conhecemos pois sabemos dos lados obscuros e estressantes.

E aí almejamos coisas novas, aquilo que não temos. Jogamo-nos no mundo sem ter um chão, trabalhando em alguma coisa totalmente oposta ao qual já éramos habituados, pensando ter em fim encontrado o céu. Só que não é exatamente assim. Nos iludimos. Voltando a ideia inicial, apenas gostamos daquilo que não conhecemos na íntegra, mas quando passamos a conviver de maneira ativa, percebemos os prós e contras de cada setor. Nada é perfeito. Não se detendo apenas no nicho econômico, mas também fazendo alusão a objetos, produtos, hobbies e relacionamentos com as pessoas em si.

Somos movidos por isso, por este lance de nos alucinarmos e às vezes perder a graça depois que realmente conhecemos ou alcançamos as metas. Traçamos objetivos eloquentes que nos tiram da linha da sensatez, e vivemos infelizes até conquistá-los. Mas quando conseguimos aquilo percebemos que não era de fato o que queríamos. Não era tudo aquilo que nosso pensamento engrandeceu que fosse. Acontece que entre esse espaço de querer e conseguir há um negócio chamado vida, que às vezes esquecemos de desfrutá-la emaranhados em devaneios presunçosos e em dias depressivos e frustrantes.

É fácil adorar superficialmente, mas quando nos aprofundamos nas entranhas recônditas descobrimos veredas um tanto não satisfatórias. Que podem de iminentemente causar distanciamento, decepção e regurgitação, só que quando amamos mesmo aquilo que fazemos, suportamos e instruímo-nos a tolerar esses lados “não tão vantajosos” e extrair proveito deles; da melhor forma possível.

 


Publicado por: Douglas Varela Data: 02/06/2018 19:31

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