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DESCOBERTA DE TALENTO

DESCOBERTA  DE  TALENTO

Há dois anos atrás, num Encontro de Troca de saberes que foi realizado, na Escola Dr. Vilson Kleinubing, onde foram abordados os gêneros textuais, a importância da Leitura, das possíveis abordagens da escritora ou do escritor e da arte na produção textual, tive o privilégio de conhecer a Professora Evani Marichen Lamb Riffel. Devo dizer que Capinzal tem uma professora comprometida com a leitura e a produção literária. Não é à toa que ela foi convidada pela atual diretora da Escola para ser a professora de leitura . Leitura e Escritura , dois binômios que coexistem .

É uma pessoa de grande sensibilidade, competente, apaixonada pelo que faz e que vislumbra inovações para as práticas pedagógicas. Despertando nos alunos o encantamento pelas histórias, pelos contos, crônicas e poemas plenos de poesia e magia. Seu amor incondicional pela tecitura de novos textos tem influenciado e entusiasmado os alunos a lerem e escreverem.

Basta ler o livro “ A Leitura como Remédio.” Os Clássicos e a saúde da Alma. DE Dante Gallian. Disse Dante Gallian:” Literatura ficcional é uma forma de antídoto para uma sociedade que vai se esvaziando de conteúdo humano.

Quando solicitei a ela um texto produzido pela sua capacidade criativa, para que eu conhecesse suas qualidades e talentos como escritora, fiquei deslumbrada com este conto de memória. Eis que nasce uma nova escritora, professora em Capinzal. Que Professora! Que Talento! Que Descoberta! De Capinzal!!!

QUE PROFESSORA!!!
QUE DESCOBERTA!!!
QUE TALENTO!!!
DE CAPINZAL!!!

Há Muito Tempo Atrás...

Professora Evani Marichen Lamb Riffel

Idos anos 1965...

Rememoro o tempo de escola, tempo de doces lembranças, no “antigo Primário” num saudoso cenário...

Era uma escola tradicional, uma escola ordeira, em tempos de Ditadura Militar, o amor à Pátria era enaltecido com poemas declamados e o fervor servil pelo Brasil, no hino bradado.

Vozes alvoroçadas no pátio denunciam o intervalo. Ah! Hoje tem bolinho da tia, Angelina, fritos no tacho. O aroma, ainda o sinto, nas páginas da saudade...

Toc... Toc... Toc! Lá vem minha professora no salto alto, na elegância e no rigor da roupagem clássica, vestindo sempre a língua culta em seu falar cotidiano.

Nela, na professora Clara, permeava o texto e o contexto! Professora especial, moldou e lapidou o barro bruto da alfabetização pela decoreba, em saldo de estímulo à formação leitora.

Leitura ao léu na Biblioteca do Grupo Escolar Carlos Chagas... Lendo Manuel Bandeira, Machado de Assis, Casimiro de Abreu, o Poeta dos escravos, cuja alcunha recebeu pelo combate ao sistema escravagista de um Brasil de outrora...Negros escravos açoitados no trono, acorrentados na servidão.

...Páginas viradas pela abolição da escravatura... Plagiadas, porém, nas conjunturas de um Brasil atual corrupto, vivenciado na alienação do poder, por supremacia, do povo nova escravidão!

(...)
“Oh! Que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!”
Trago comigo minhas memórias galopantes, a leitura, no primeiro babado do “Vestido de Laura, todo florido, marcado com Casimiro de Abreu...
No segundo babado, os embates da vida, vividos na maturidade.
Com sobrevida ainda, no vindouro próximo terceiro babado, do “ Vestido de Laura.”
Babado estampado nos livros abertos, nas páginas em branco da tela, que ligeiras teclam novas histórias da menina leitora, da escola tradicional, da decoreba, de contexto excludente porém, de mestres excelentes.
Àquela menina dos idos anos 1965, quando descobriu o doce sabor da leitura, cabem as reminiscências da professora formadora de leitores, que além de planejar a leitura por fruição na Biblioteca escolar, sem dela gramaticar, conduzia a leitorinha afoita, à sua Biblioteca particular.
Dentre tantas leituras de... Muito tempo atrás, a leitura que faço hoje, é que ela, a professora Clara me formou leitora com aspiração a ser escritora... Sonho sonhado e alimentado pelas letras, palavras, livros, ao longo da vida, arteando estampas, ainda, para o último babado do *“Vestido de Laura!”
P.S.
*MEIRELES, Cecília – Poema “O Vestido de Laura” – Garimpe e leia-o, caro leitor.


Publicado por: Douglas Varela Data: 02/06/2018 20:01

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