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O TRABALHO COMO “SUOR DO ROSTO”

O TRABALHO COMO “SUOR DO ROSTO”

“No suor do teu rosto comerás o pão, até voltares ao solo, pois dele foste tirado. Sim, és pó e ao pó voltarás” Gn 3,19. A forma com que grande parte da população comum derrama o suor é pelo “emprego”. Salário é a compra da força do trabalho! Salário é fruto do suor!
A intenção tecnológica, pretendia trazer conforto ao trabalhador e qualidade do produto. Este foi alcançado melhormente que aquele.O suor continua a escorrer. A subjetividade do trabalhador foi conclamada mais fortemente. Para a qualificação do produto e pela qualificação da máquina a ser manuseada.


O rural da enxada e da foice foi abandonado. Não é atrativo ao pequeno, mesmo com sua vocação seja voltada à terra. O agronegócio está em melhores condições, executado pela máquina e pela tecnologia. O custo é imensamente maior e o produto qualificativamente melhor. Nada disso porém é de graça. Nos países emergentes a natureza se cobra e nos países ricos o olhar de suspeição se volta para as exigências orgânicas. Sustentabilidade é a bola da vez. Aves, bois, soja, queremos todos menos “estressados”.


A carga recai sobre o homem. Sobre o produtor. As grandes empresas, voltadas para a produtividade e qualidade do produto, mantém o trabalho sob constante vigilância. A divisão celular e estratificada gera organização, conhecimento. E permanente tensão. O cuidado do patrão organiza a equipe a fez serva da célula controlada por si mesma. A tensão está no próprio nível do operador. A possibilidade de perda do emprego mantém o trabalhador sob tensão permanente. Dentro do emprego o salário é medido e lá fora esta a família e o consumo necessário ou propagado. A atenção é redobrada.


Na grande fábrica o trabalho, aparentemente de equipe, acaba por forçar a vigilância e o controle pessoal e grupal. O operário é chamado a ser peça na engrenagem não da montagem, mas da produtividade e da qualidade do produto. Com as micros a situação, mesmo diferente, não está livre da atenção. Segundo os dados do IBGE, as micro empresas, são atualmente as que fornecem maior quantidade de mão de obra.

Ali, a possibilidade de interação parece mais confortável. O relacionamento entre as pessoas, de menor proporção, possibilita melhor relacionamento. Necessitam porém de outros cuidados. Quando as micros se constituem em grande quantidade, revelam crise. A concorrência externa se torna maior. As falências também. São os detalhes de atendimento e qualidade que mantém o trabalho. Sempre sob alerta, pois a perda da vez pode causar dificuldade de outras opções de trabalho. A micro também é uma solução de mercado.


Que dizer então com o emprego da produção imaterial? Ali o consumo aperta o operário e da pressão é ainda maior que sobre o dono. A criatividade e a evolução necessária para a busca do consumidor está na mão do próprio operador. O consumidor cada vez mais exigente pela alta rotação de informação e pela da qualidade dela tem que ser atrativa novidade, mesmo não fundamentada. Ninguém tem tempo de selecionar. Se nada disso estiver no produto será descartável este e seu produtor.

A criatividade é indispensável.Mas o maior massacre do suor está na diferença do valor da força de trabalho. Acompanhamos todos nestes dias o que senado federal ofereceu aos homens da “justiça”... Enquanto 45 milhões de salário mínimo (recebem 954,00) como os mais necessitados, também estão obrigados a ajudar pagar aquela conta, que propositadamente pela lei (bem calculada) se torna na bagatela de 6 bilhões (no efeito cascata).


Quem se colocará ao lado dos pequeninos? As redes sociais já deram sinal. Mesmo que não alcancem sucesso, chegará o dia em que o gigante vai ter que acordar. A Palavra de Deus se revela mais uma vez eterna. O suor de multidões é vendido para poder sobreviver. Outros, de posse do poder, fortalecem o que fazem como seu. Diz a Palavra que é fruto do pecado. Antes do pecado, o trabalho visava o descanso e nele o trabalhador contemplava a sua obra e se encontrava consigo mesmo (Cf. Gn 2,3).
À margem destes termos, quando haverá “humanização” do trabalho?


Publicado por: Larissa Cavali Data: 16/11/2018 10:53

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