No ar

Padre Reginaldo Manzotti

Experiência de Deus

10:00 - 10:59 com Padre Reginaldo Manzotti

No ar - Experiência de Deus Ouça ao vivo

O TRABALHO COMO “SUOR DO ROSTO”

O TRABALHO COMO “SUOR DO ROSTO”

“No suor do teu rosto comerás o pão, até voltares ao solo, pois dele foste tirado. Sim, és pó e ao pó voltarás” Gn 3,19. A forma com que grande parte da população comum derrama o suor é pelo “emprego”. Salário é a compra da força do trabalho! Salário é fruto do suor!
A intenção tecnológica, pretendia trazer conforto ao trabalhador e qualidade do produto. Este foi alcançado melhormente que aquele.O suor continua a escorrer. A subjetividade do trabalhador foi conclamada mais fortemente. Para a qualificação do produto e pela qualificação da máquina a ser manuseada.


O rural da enxada e da foice foi abandonado. Não é atrativo ao pequeno, mesmo com sua vocação seja voltada à terra. O agronegócio está em melhores condições, executado pela máquina e pela tecnologia. O custo é imensamente maior e o produto qualificativamente melhor. Nada disso porém é de graça. Nos países emergentes a natureza se cobra e nos países ricos o olhar de suspeição se volta para as exigências orgânicas. Sustentabilidade é a bola da vez. Aves, bois, soja, queremos todos menos “estressados”.


A carga recai sobre o homem. Sobre o produtor. As grandes empresas, voltadas para a produtividade e qualidade do produto, mantém o trabalho sob constante vigilância. A divisão celular e estratificada gera organização, conhecimento. E permanente tensão. O cuidado do patrão organiza a equipe a fez serva da célula controlada por si mesma. A tensão está no próprio nível do operador. A possibilidade de perda do emprego mantém o trabalhador sob tensão permanente. Dentro do emprego o salário é medido e lá fora esta a família e o consumo necessário ou propagado. A atenção é redobrada.


Na grande fábrica o trabalho, aparentemente de equipe, acaba por forçar a vigilância e o controle pessoal e grupal. O operário é chamado a ser peça na engrenagem não da montagem, mas da produtividade e da qualidade do produto. Com as micros a situação, mesmo diferente, não está livre da atenção. Segundo os dados do IBGE, as micro empresas, são atualmente as que fornecem maior quantidade de mão de obra.

Ali, a possibilidade de interação parece mais confortável. O relacionamento entre as pessoas, de menor proporção, possibilita melhor relacionamento. Necessitam porém de outros cuidados. Quando as micros se constituem em grande quantidade, revelam crise. A concorrência externa se torna maior. As falências também. São os detalhes de atendimento e qualidade que mantém o trabalho. Sempre sob alerta, pois a perda da vez pode causar dificuldade de outras opções de trabalho. A micro também é uma solução de mercado.


Que dizer então com o emprego da produção imaterial? Ali o consumo aperta o operário e da pressão é ainda maior que sobre o dono. A criatividade e a evolução necessária para a busca do consumidor está na mão do próprio operador. O consumidor cada vez mais exigente pela alta rotação de informação e pela da qualidade dela tem que ser atrativa novidade, mesmo não fundamentada. Ninguém tem tempo de selecionar. Se nada disso estiver no produto será descartável este e seu produtor.

A criatividade é indispensável.Mas o maior massacre do suor está na diferença do valor da força de trabalho. Acompanhamos todos nestes dias o que senado federal ofereceu aos homens da “justiça”... Enquanto 45 milhões de salário mínimo (recebem 954,00) como os mais necessitados, também estão obrigados a ajudar pagar aquela conta, que propositadamente pela lei (bem calculada) se torna na bagatela de 6 bilhões (no efeito cascata).


Quem se colocará ao lado dos pequeninos? As redes sociais já deram sinal. Mesmo que não alcancem sucesso, chegará o dia em que o gigante vai ter que acordar. A Palavra de Deus se revela mais uma vez eterna. O suor de multidões é vendido para poder sobreviver. Outros, de posse do poder, fortalecem o que fazem como seu. Diz a Palavra que é fruto do pecado. Antes do pecado, o trabalho visava o descanso e nele o trabalhador contemplava a sua obra e se encontrava consigo mesmo (Cf. Gn 2,3).
À margem destes termos, quando haverá “humanização” do trabalho?


Publicado por: Larissa Cavali Data: 16/11/2018 10:53

Fotos




Principais Notícias

Publicado em 24/05/2019 06:57 por Jardel Martinazzo

Homem alega estar sendo ameaçado por detento do presídio de Chapecó

Um morador do Loteamento Parizotto acionou a Polícia Militar após ter recebido mensagens pelo celular de um suposto [...]

Publicado em 23/05/2019 19:50 por Marlo Matielo

Bazzinho representa a AD AGN Capinzal na Seleção da Liga Catarinense de Futsal

O ala Renan Bazzo se apresentou nesta quarta-feira, dia 23, na cidade de Seara, à Seleção Catarinense de Futsal, que [...]

Publicado em 23/05/2019 19:20 por Marlo Matielo

Polícia Militar atendeu dois acidentes de trânsito em pouco mais de meia hora em Capinzal

Dois acidentes de trânsito sem vítima foram atendidos pela Polícia Militar de Capinzal durante esta quinta-feira, [...]

Outras notícias

Publicado em 24/05/2019 08:48

Capinzalense disputará a segunda etapa do Catarinense de Rally Regularidade

A próxima etapa do Campeonato Catarinense de Rally Regularidade será no dia [...]

Publicado em 23/05/2019 20:15

Assinado o convênio que permite o repasse de recursos da Prefeitura para a Associação dos Acadêmicos de Capinzal

A Administração Municipal de Capinzal formalizou na manhã desta [...]

Publicado em 21/05/2019 08:47

Palestra nesta noite abordará sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Identificando os abusos sexuais e o que fazer? Esse é o tema da palestra que [...]

Publicado em 20/05/2019 15:37

Inicia nesta noite a programação da Semana MEI 2019 de Capinzal

Começa na noite desta segunda-feira (20) a programação da Semana MEI [...]

Publicado em 20/05/2019 12:23

CRAS de Capinzal inicia atividades com grupo de idosos

Na tarde da última sexta- feira (17) iniciou o grupo de idosos no Serviço de [...]

Publicado em 20/05/2019 08:15

MORTE GRADUAL: A PRESSÃO PERFECCIONISTA

Nós precisamos de um tempo. Parar e respirar com suavidade. Pegar leve conosco [...]